sexta-feira, 15 de maio de 2009

Introdução à Idade Média Eclesial.

Introdução à Idade Média da História da Igreja.




A foto mostra uma Universidade Medieval.
Embora ao descrevermos algumas coisas sobre o islamismo, tenhamos ultrapassado os limites convencionais correspondentes à idade dita Antiga, e penetrado os tempos ditos da Idade Média, somente agora, faremos uma introdução, ao que convencionalmente se chamou Idade Média da História Eclesial.
Foi em 1675 que Christophorus Cellarius escreveu a obra Historiae Antiquae, Mediae Novae Nucleus (núcleo da História Antiga, Média e Nova) de modo que tal expressão se tornou comum nas escolas.
Estudaremos o período que vai de 692 ate 1450. Convencionou-se que o início da Idade Média corresponde ao Concilio regional ( não Ecumênico, universal; Ecumênico = terra habitada por cristãos) de Trulano, realizado em Constantinopla. Esse Concílio interessou-se pela restauração da teologia e disciplina religiosa influenciada pela invasão dos persas, pela influencia do Islam (620) e pelos debates teológicos. Curioso que Troullos, em grego cúpula é quasesinônimo de Quipá, aquele pequenino chapéu que os judeus usam, e também usam os bispos cristãos, herança dos judeus cristãos do inicio do cristianismo. No cristianismo, esse pequeno gorro chama-se Solidéu (soli- Deo), ou seja, só para Deus, e é designativo da alta dignidade do religioso na Hierarquia eclesiástica, que só “tiram o chapéu”, ou seja, declinam de sua autoridade, diante de Deus, normalmente durante a celebração eucarística, onde, nos ensina o cristianismo, nas espécies de pão e vinho esta a presença real de Jesus Cristo, Deus e Homem. No mais, o bispo permanece coberto.
O ponto de partida concreto da Idade Média é o fim do século VII. As invasões bárbaras abriam uma nova época na vida cultural, política e eclesial no Ocidente, assim como os persas e o Islam pressionavam o Oriente. Foram, portanto as relações com os novos povos (agora não mais submissos aos Romanos) com a Igreja que deram as notas características à Idade Média, ou seja, do período histórico que vai do século VIII (onde já havia certa homogeneidade) ao século XV. No século XV, houve um enfraquecimento dessa homogeneidade, pois foram trazidos à baila, mais uma vez, elementos da cultura Greco Romana, pré-cristãs, que os renascentistas não só queriam estudar, mas assimilar e viver, numa espécie de retorno as origens, dando inicio a um novo período da História, impregnada de conduta e ética cada vez menos cristãs, tendentes ao racionalismo, ao naturalismo, período que vai de 1450 ate 1929 (tratado de Latrão e criação do Estado do Vaticano), agora convencionado idade Moderna da História da Igreja. Como veremos a Idade Média, produziu grandes avanços culturais e teológicos justamente no embate com as novas (antigas) idéias pré-cristãs. A Idade Média forjou ânimos heróicos (cavaleiros e Monges que garantiram, correspondendo a Divina Providência, a sobrevivência do Cristianismo e da Igreja, principalmente no Ocidente. Produziram notáveis estudos especulativos e as Primeiras Universidades, todas, filhas da Igreja. Produziu nas artes o estilo românico e o gótico, progrediu no campo da ciência e da técnica, sobre modo na navegação.
Assim os estudiosos que tem removido e vasculhados os documentos correspondentes a essa fase “cristã de resistência” do Ocidente, tem encontrado e revelado testemunhos que dissipam os preconceitos “renascentistas pré-cristãos” sobre a Idade Media, e põem em relevo as suas melhores características e notas positivas.
O início da Idade Media, no Ocidente como no Oriente, têm em comum com a idade Antiga, da qual já vimos algo em pouco mais de oitenta textos, que em ambos os períodos a Igreja se via diante, em ambos os casos, de um mundo não cristão com o qual ela devia manter relações de sobrevivência e missão. No caso do Ocidente, no início da Idade Antiga era o Império Romano pagão, e no Inicio da Idade Media os povos germânicos que haviam derrubado o Império Romano do Ocidente.
Diz o autor: No inicio da idade Antiga a Igreja era um grãozinho de mostarda (uma das menores sementes) que se encontrava com três culturas muito diversas, a judaica, a romana, a grega.
Continua o autor: No inicio da Idade Media, ao contrario, o grãozinho esta evoluído, articulado em toda a terra conhecida, é um organismo fortalecido que não encontra uma potência que possa lhe fazer frente em termos de cultura. Os germanos, por exemplo, eram culturalmente pobres (fruto de longo isolamento); por outro lado a Igreja que tinha seu centro em Roma representava para todos eles a sede da Cultura, e para todos os povos, Civilização e Roma eram, por assim dizer termos sinônimos até o fim da idade Antiga, como já pudemos ver.
Aconteceu, portanto que os novos povos colocados diante do Cristianismo pelos missionários e monges, na maioria abdicaram de suas crenças, abraçando não só a Fé cristã, mas os valores elevados e a moral mais rigorosa do cristianismo, amalgamando-se em uma civilização mais elevada que lhes propunha e era transmitida pelo Cristianismo. Na idade Antiga a Igreja conseguiu imprimir traços cristãos sobre bases pagãs, na Idade Média, pelo contrário, maior o embate, a Igreja moldou desde os fundamentos o mundo Ocidental, a cultura, os valores e o ambiente conforme os ensinamentos cristãos (donde as calunias e “injurias forçadas” a esse período da História). O curso do ano civil passou a ser designado pelas ocorrências do cristianismo. O fluxo da semana culminava como o Domingo (dia da ressurreição do Senhor); as etapas do dia e jornadas de trabalho eram definidas pelos toques dos sinos; a configuração urbanística das cidades dependia do posicionamento das Igrejas e mosteiros que ficavam sempre no centro do povoado; as leis civis, inspiradas no direito eclesiástico e natural, eram abertas com a profissão no Deus Uno e Trino, conseqüentemente, a cultura européia tornou-se no período unitariamente cristã.
Esta penetração da Igreja na esfera civil se fez mais sentida na esfera da política. O Estado e a Igreja se viam moralmente associados na procura de um modelo ideal, que pela fragilidade humana, como ressalta os Evangelhos, nunca pode ser plenamente realizado. Joio e trigo cresceram lado a lado. O Ideal da Cidade de Deus, vivendo o Evangelho, segundo ensinava Santo Agostinho. Ideal do Sacro Império Romano.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Jornal de Castro: O SONHO DE SER PADRE REALIZADO

Jornal de Castro: O SONHO DE SER PADRE REALIZADO

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domingo, 10 de maio de 2009

Últimas palavras sobre o Islam.


Ultimas palavras sobre o Islam.

Quando em 1093 os reis Católicos retomam Lisboa ,Cintra e Santarém, e foi doada a D, Henriques o condado de Portugal (portanto o povo Português e o reino de Portugal surgem do combate aos mouros), houve um retrocesso com a retomada de Portugal pelos islamitas, porém na batalha de Ourique D. Afonso Henrique, em 1139 os expulsa arrabatand0-lhe boa parte das terras de Portugal. Na retomada de Lisboa foi ajudado pela esquadra da Segunda Cruzada que já ia a caminho combatendo os islamitas. Finalmente D. Afonso III conquistou o Algarves em 1247 liberando definitivamente Portugal das mãos islâmicas.
Todavia o ideal de uma teocracia islâmica persiste ate os nossos dias; preconizam um império terrestre regido pelo poder religioso, bem diferente do império moral do cristianismo.
As leis islâmicas têm em mira os pecados públicos, mais suscetíveis de definição legal. Seria maçante definir aqui os princípios da Teologia Moral Cristã, de modo a que o leitor saiba diferenciar foro intimo de foro externo. O Islamismo, antes do contacto com o cristianismo reconhecia quase que exclusivamente o foro externo ou o comportamento visível da pessoa. O foro interno (intenções) não era levado em conta na avaliação da conduta humana. Esse traço é que em contacto com o cristianismo vai produzir um surto de cultivo da vida mística em ambientes islâmicos. Estudiosos islâmicos, todavia chamam a atenção para que o Profeta Maomé já introduzisse uma mística interior, pois falava em purificação da alma; prevalência da devoção interior sobre os sacrifícios rituais (bem diferente das proposições cristãs, onde a liturgia, de litos, pedra, é a guardiã da fé). Assim para eles o Al Korão era capaz de inspirar não só uma religião formal, mas também uma piedade muito intensa e profunda. Todavia os cristãos insistem que foi o que se deu nos círculos árabes que entraram em contacto com os sistemas religiosos dos povos vizinhos, em particular com o cristianismo; criou-se assim uma autentica mística de inspiração cristã grega embora legitimamente mulçumana, da qual dois grandes expoentes são: Al Hallaj (922) e Al Ghezali (1111).
Especialmente a corrente sufita, em replica, dedicou-se ao cultivo da vida interior. A palavra árabe que corresponde a mística é Tasawwuf, e deriva do termo suf (lã). Significava originariamente “vestir-se de lã” que era originalmente o traje que os antigos ascetas e monges cristãos usavam. Designava, portanto a vida retirada do mundo que o asceta levava. Quem se veste assim no islamismo é chamado “sufi” e deste vocábulo deriva sufismo, o designativo da mística islâmica.
A partir do século XII, já em largo contacto com o cristianismo, foram-se formando comunidades cenobítica assemelhando-se as congregações religiosas do Catolicismo. Cada comunidade contava com um numero pequeno de sufitas que no convento viviam de esmolas, chamados Darwih (do persa= mendigo) e de um numero maior de leigos, que permaneciam no mundo, mas reuniam=se oportunamente para cumprir certas práticas religiosas. Algumas dessas comunidades subsistem ate hoje.
Nos séculos XIII e XIV fizeram-se sentir, agora reprimidos na Europa, as influencias orientais, principalmente do hinduísmo; caracterizando praticas como posições corporais e repetição amiudada e prolongada do nome de Deus como um mantra. O Panteísmo assim se introduziu em vários círculos da mística islâmica, acarretando a transformação original da mesma.

O Império Califado.

O mapa não esta adequado, mas mostra a área que nos referimos.






A expansão do Islamismo e o Império Califado.
Certamente os islamitas terão sua própria versão dos fatos. Meu interesse é a relação do Império Califado com a Igreja. Desse modo tomo por base o clássico livro de História da Igreja de Negromonte, editado na década de 50, do qual retiro os traços gerais desse texto.
O Império Califado foi tão grande ou maior que os maiores impérios da Antiguidade. Na Arábia, ainda no período da vida de Maomé, judeus e cristãos tiveram de deixar os territórios árabes. Com a morte de Maomé os Califas começaram uma serie de expedições conquistadoras e predatório que arrebatou boa parte do Império Romano Bizantino e não se pode esconder ameaçou a cultura helenística.
Também o Cristianismo foi altamente prejudicado pela expansão muçulmana, sobre modo ao Norte da África, onde devemos admitir desde o Egito ate a Mauritânia se desenvolvia um cristianismo tão forte ou superior ao cristianismo europeu que se extinguiu sob a influência maometana. Abu-Bekr e Omar conquistaram a Palestina, a Siria, o Egito e a Pérsia (Hoje Irã), desse modo os patriarcas cristãos de Antioquia (637), Jerusalém e Alexandria no Egito ficaram sob a dominação árabe. O Califa Othmam mandou invadir a Armênia, o Chipre e o Norte da África, especialmente Cartago, que caiu em 698. Os muçulmanos foram avançando para o ocidente pelo Norte da África ate o Marrocos de Hoje, para dali alcançar a Espanha. Por outro lado Constantinopla sofria intenso cerco por parte dos maometanos, mas resistiu.
Negromonte nos diz: “Apoderaram-se de Jerusalém em 658 onde o Califa Omar levanta a mesquita no local do Templo de Salomon. Conquistaram o Egito onde incendiaram a Biblioteca de Alexandria, apoderaram-se da orla africana do Mediterrâneo e invadiram a Espanha. Assim em pouco tempo tinham um império que ia da China ao Atlântico, dos desertos da África aos Pireneus”.
Grupos dissidentes do cristianismo facilitaram a invasão da Espanha. Em poucos anos dominaram toda a região menos as Astúrias, onde Pelágio organizou a resistência num pequeno reino do qual partiu posteriormente a reconquista. Na Espanha os cristãos sofriam perseguições e dificuldades. Considerados inferiores (pelo seu comportamento não belicoso) eram forçados a viverem em bairros afastados, excluídos dos cargos de direção, sobrecarregados de impostos, enquanto os que se convertessem eram tolerados, isentados de impostos, libertavam os escravos que renegassem a Cristo. Nessas numerosas defecções somente a Igreja conseguiu manter-se na Espanha independente, organizada e independente ao governo Mouro. Foi tão grande o numero de mártires que o Concilio de Córdoba proibiu aos cristãos que provocassem o Martírio dando testemunho publico de sua fé diante dos mouros. Nos claustros e no século a santidade se manifestou em abundância.
Pelo contrario quem passasse do Islam ao cristianismo era punido com pena de morte.
Para Negromonte, ao contrario do que apregoam os árabes, eles se tornarão mais civilizados com o advento da civilização moçarabe, pois na África o Islam levou os povos à barbárie, e entre 1055 e 1160 extinguiu-se o cristianismo em Cartago, por Exemplo, (Norte da África). O Moçarabe era o Cristão, e depois o Arabe-Cristão, que vivia na península Ibérica> Para Negromonte foi esse estreito contato de vários séculos que civilizou os árabes e a partir daí, verdadeiramente, o nome árabe passa a fazer parte do cenário civilizado, nas artes, na ciência, na literatura, na química, na medicina, e não antes como querem nos fazer pensar os muçulmanos (cuja era começa em 620 depois de Cristo). A pouca conquista anterior a esse período se deve não ao gênio Árabe, mas como comerciantes, deve-se ao contacto que tiveram com outros povos. Assim Negromonte nos diz: “A Civilização Árabe é mais uma conquista do Cristianismo que os consegue intelectualizar, embora submetidos” Esse amalgama irá influenciar o culto, a língua, a arquitetura, a matemática e os costumes profanos da Europa moçarabe, ou Ibero árabe.
Entusiasmados pelas vitorias esplendorosa os Islamitas transpuseram os Pirineus em direção a Gália (Hoje território da França) Mas Carlos Martelo os venceu na batalha de Poitiers em 732. Essa batalha salva a Europa de passar toda ela para as mãos árabes. Pepino o Breve, filho de Carlos Martelo completou a obra de seu pai libertando por completo a França do domínio islâmico. Finalmente Carlos Magno, o Primeiro a levar a avante um sistema de alfabetização massiva, justamente para proteger o Cristianismo do proselitismo árabe, invade a Espanha em 778, na intenção de libertá-la, mas se complica na batalha de Sarogosa e é obrigado a retirar-se, tendo deixado como conseqüência positiva a liberação de grandes contingentes de civis, que no futuro reforçarão a retomada da Espanha. Assim mesmo, para proteger as fronteiras da Gália, funda o reino de Aquitânia. Vivo Carlos Magno os islamitas não ousaram novas investidas ao coração da Europa, mas morto esse, e enfraquecida a união católica, os Sarracenos chegam às portas de Roma em 846. Diz Negromonte: “ A cristandade estremeceu quando eles acamparam aos pés do Monte Cassino e saquearam as Igrejas de São Pedro (onde está o túmulo do apóstolo Pedro) e a Igreja de São Paulo”.
O Papa Leão III longe e desassistido de Bizâncio viu-se obrigado a organizar a resistência armada. Reparou as muralhas da cidade, elevou torres e fortificou as cidades do interior. Por um motivo nunca explicado os islamitas desistiram de seu projeto sobre a Itália, mas permaneceram em pequenos grupos saqueando e colhendo escravos. Enquanto isso na Espanha os cristãos vão tomando algumas cidades. Oviedo em 791; Leão em 914; e a fundamental retomada de Toledo em 1085, pois aqui estava a Matriz que se tornaria o centro da resistência Cristã.
No século X (décimo) a Europa já tem nova unidade e retoma a ofensiva. A destruição do Santo Sepulcro ordenada pelo Califa Haken em 1009 seguida de uma inegável cruel perseguição aos Lugares Santos acendeu a resistência. Mesmo assim os “mouros” ficaram na península no reino de Granada ate 1228, ate serem definitivamente expulsos pelos reis Católicos em 1492. Em marcha, católicos retomaram Santarém, Cintra e Lisboa. Os cristãos e o Papado retomavam a Europa Cristã.

sábado, 9 de maio de 2009

Em um mundo de Iletrados.

O Islamismo em um mundo de iletrados.
Gosto de voltar sempre a esse tema. Quando dizemos que o Islamismo desenvolveu-se em um mundo de iletrados, não há demérito nenhum, pois o cristianismo também se desenvolveu assim, e assim também se desenvolveu o povo hebreu.
Quando imaginamos as grandes construções egípcias, tendemos a acreditar que se tratava de um povo que dominava a escrita, mas não era assim. Pouquíssimos escribas e alguns sacerdotes escreviam, e raramente isso poderia ser considerado com critério literatura, pois as mais antigas escrituras eram guarda livros assinalando as economias e tesouros. Embora a escrita marque para sempre o inicio da História, ou seja, história e escrita são quase sinônimos, nem gregos, nem romanos tiveram um povo de letrados, e não ouviremos falar de uma tentativa de massificar a escrita antes do século oitavo depois de Cristo. Para se ter uma idéia, o livro mais antigo do Japão foi escrito em 900 depois de Cristo.
A escrita é filha da arte, e os primeiros escritos, não passavam de desenhos, entalhes na pedra, ou esculturas no barro. Os antigos sumerianos e sua escrita cuneiforme, que também não era de domínio publico não passavam de longas listas de comercio. As estrebarias de escribas dos Egito ensinavam os hieróglifos (gravuras sagradas) gravados em pedras. Nessa época, pelos anos 5000 antes de Cristo, os livros como o sumeriano Gilgamesh e a história dos faraós pesavam muitas toneladas cada um. Você não esperava que as crianças levassem para a escola, debaixo dos braços. “A Biblioteca” babilônio-sumeriana encontrada em Tellos continha trinta mil ” escritos” gravados em tijolos e parecem ter 5500 anos de idade. O Mahabharata dos hindus tem 7000 folhas escritas em um tipo de palma. O Zend Avesta dos persas foi escrito em 12 000 couros de vaca. Homero nos conta que os grandes poetas gregos eram cegos, portanto também eles não escreviam. O quadro dos iletrados, e dos poucos letrados, foi de um concretismo aterrador mesmo ao tempo de Cristo, e não foi diferente em 620 no inicio do Islamismo.
As assembléias de leitura (Ecclesiae) eram uma pratica nas sinagogas dos Judeus por esse mesmo motivo, os que liam, liam para os que não liam.
Ninguém carregava debaixo dos braços os muitos rolos de couro de Per gamo (o pergaminho), papiro (espécie de folha de palma), linho ou papel de trapo dos chineses, que continham as “anotações do velho testamento”, manuscritas, muito menos os rolos do Novo Testamento. O Al-Korão, tem hoje cerca de mil paginas, e isso significava um numero enorme de rolos de linho, escrito por poucos, em anos de trabalho, e lido por muito poucos privilegiados, como a história comprova, e a total ausência de eventos que tenham encontrados originais, concorrem para comprovar que as “tiragens” eram mínimas em todas essas religiões. A massificação da leitura só surgirá na história com Carlos Magno num esforço publico de alfabetização de todo um povo cristão.
Isso, essa realidade aterradora e desconcertante, não significava que esses povos eram “burros”, pois faziam cálculos surpreendentes, eram capazes de recitar versos de 600 estrofes, e fazer cálculos mentais de grande complexidade, tinham uma arquitetura primorosa, artes e ourivesaria primorosa, eram estrategistas habilidosos e astrônomos invejáveis. O aspecto pejorativo do analfabetismo é bem recente, e está bem ligada a origem de classes distinguidas pelo domínio da escrita, e não mais pelas artes da guerra, da musica, das artes plásticas, da dança e da magia ou da riqueza material ou poderio militar.
Nesse contexto de iletrados, por volta de 610/11 Maomé efetuou sua conversão. Profundamente impressionado pela desunião dos homens de seu povo, tornava-se cada vez mais introspectivo, meditativo e entregava-se a severas práticas de mortificação retirando-se com freqüência para o isolamento. Certa vez na Noite do Destino, contam-nos que teria tido uma visão onde um estranho personagem lhe ofereceu um rolo de pano coberto com caracteres e sinais e mandando-lhe que lesse. Maomé relutou, pois provavelmente fosse iletrado, mas ao acordar dessa visão estava ele convencido de que o livro descera ao seu coração. Percebia em si uma voz que lhe falava em nome de Deus atribuindo-lhe a missão de retomar as crenças antigas de seu povo e por termo a idolatria e as disputas religiosas de seus irmãos de sangue, indicando a todo o caminho da união. Muito perturbado foi socorrido nesse propósito pela sua esposa Khadija, que auxiliada pelo seu primo Veraka, homem letrado, que interpretou as mensagens do coração de Maomé apresentando-lhe assim: Deus te escolheu o profeta da nova fé. Todavia Maomé tornava-se cada vez mais assustado com as visões que tinha, chegando a pensar no suicídio, pois se julgava perseguido por espíritos, mas foi quando Veraka através de Khadija, lhe explicou que o Arcanjo Gabriel lha anunciava que seria ele Maomé, o apóstolo do Senhor.
Nascia um líder militar. Se você através das Imagens do Google se der ao trabalho de ver desde o espaço o que é a Arábia hoje, compreenderemos o que era a Arábia no passado. Uma atividade pesqueira no entorno do Mar Vermelho, uma atividade pastoril insipiente, uma agricultura em solo árido e difícil, restava aquele povo explorar os segredos do deserto em caravanas comerciais ou guerreiras.
Ao tempo de Maomé, no comando de guerreiros, quando as tropas voltavam pela metade, haveremos de compreender a poligamia, pois os homens precisavam de filhos, a o grande numero de viúvas e órfãos precisavam de sustento. Assim o Islam foi se moldando as necessidades de suas próprias circunstancias. Conta-se que Maomé chegou a possuir seis mulheres, sendo a mais nova com apenas seis anos. Não, Maomé não era pedófilo, e suas mulheres adultas e concubinas certamente lhe satisfaziam qualquer apetite carnal, mas não era esse o significado pratico da poligamia, muitas vezes ela significava a união de tribos inteiras, de famílias tradicionalmente inimigas, às vezes significava o fortalecimento dos rebanhos, dos guerreiros, dos cavalos, das armas e das riquezas. Muitos povos se utilizaram das uniões conjugais para o fortalecimento político ou militar. Também para o crescimento intelectual.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

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A religião do Islam.

A religião do Islam.
O curso de história da Igreja, que me serve por base das pesquisas que faço nos diz que a fonte doutrinaria é o Al- Korão (Corão) que em árabe traduz-se por recitação ou declamação, pois o texto deve ser recitado no culto, e também na tradição oral, segunda fonte doutrinária, dita Sunna. A recitação obedece a uma mnemotécnica de um tal modo a facilitar a memorização e a recitação. Como já vimos Islam é palavra árabe que se traduz por “Submissão”, abandono à vontade de Deus.
O Islam é monoteísta, crê em Allah (Alá), o Deus Criador.
Estudiosos das religiões árabes nos dizem que o monoteísmo não era encontrado nas religiões árabe anteriores a Maomé. Concluem (temerariamente) que o monoteísmo árabe não tem origem árabe e é influencia do judeu-cristianismo. A teologia que ele professou, como sendo um profeta de antiga religião derivada do Pai Abraão, deriva claramente de três blocos religiosos anteriormente existentes. A antiga religião árabe; a religião israelita; a religião dos cristãos.
1) A antiga religião árabe era politeísta. Cultuava pedras divinas, consideradas como mansões de seres espirituais superiores cujas graças os homens procuravam atrair a si. Um resquício muito claro desse antigo culto é a veneração da Pedra Negra, situada na Caába em Meca.
2) Da religião israelita, professadas por judeus residentes na Arábia. Foi desse patrimônio judaico que Maomé derivou as grandes linhas da sua orientação religiosa: Existe um só Deus, que se foi revelando aos profetas da humanidade: Adão, Abraão, Moises, Jesus Cristo e consumou sua revelação em Maomé, que será o maior de todos os Profetas (em 610 DC.). A inserção de Moisés no uso do judaísmo explica o uso do Torá no ensinamento islâmico assim como também confirmam esse fato certos costumes judaicos praticados pelos muçulmanos (as purificações legais, a observância do talião, a poligamia). Maomé porém, não se identificou como o pensamento do velho Testamento, e não conheceu os Evangelhos ( documentos Cristãos) porque via em Jesus Cristo não o Filho de Deus, mas um profeta eminente, ao gosto dos Judeus, que não aceitavam Jesus como o Messias Prometido.
3) A Religião dos cristãos: Maomé a conheceu principalmente em suas viagens. Tais cristãos eram nestorianos e monofisistas (ambos heréticos quanto à pessoa de Jesus Cristo) que lhe apresentavam um cristianismo condenado. Nunca chegou a ler os Evangelhos.
4) Sem se comprometer nem como o cristianismo nem com o judaísmo, Maomé se definiu como continuador da religião de Abraão e de seu filho imediato Ismael, personagens muito mais antigos que Moisés e Cristo, na historia Sagrada. Na Verdade Ismael é o primogênito do “Povo” árabe, Ismael filho de Abraão com Agar, a escrava de Sara. Para justificar sua independência religiosa, e a não sujeição ao filho de Sara, Maomé atribui aos judeus e cristãos “o grande erro de terem falsificado os livros sagrados e o monoteísmo de Ismael e Abraão”. Nesse contexto deve-se pesquisar a origem de Kadija e de seu primo Varaka (ela esposa de Maomé e ele primo de Khadija que são tidos por muitos autores como Judeus). Eu não posso confirmar isso.
5) A moral árabe maometana prescreve basicamente cinco grandes deveres, tidos como pilastras da religião: a) professar a fé (praticamente o maior pecado para o muçulmano, não só para eles, é a apostasia da fé, ou a adesão a idolatria e ao paganismo)
b) orar cinco vezes ao dia cumprindo-se a cada vez as abluções rituais prescritas.
c) jejuar durante o mês inteiro do Ramadã, desde o nascer ate o por do sol (a noite é livre).
d) dar esmola aos pobres (o que é comum em todas as culturas e religiões) e dar hospedagem momentânea seja a quem for e a qualquer hora. Esse preceito se prende as velhas tradições do deserto, onde a hospedagem e a água podem significar a vida. Velásquez, no livro Tuareg, descreve maravilhosamente estes costumes árabes.
e) peregrinar a Meca uma vez na vida.
6) o Corão autoriza todo homem a ter oficialmente quatro mulheres legitimas e tantas concubinas escravas quantas os seus recursos financeiros lhes permitam. O conceito de guerra santa é central no islamismo e foi responsável pela rápida expansão árabe no século VII e VIII; morrer em batalha torna o maometano mártir, ou seja, herói religioso, sobrando ainda a noção de predestinação (algo diferente da de Santo Agostinho) que assinala a cada individuo à hora de sua morte ( onde não há escolha) o que concorria para precipitar destemidamente o guerreiro muçulmano na aventura destemida de fazer a guerra.
A tradição nos conta que entre 610-11 Maomé efetuou sua conversão. Na “Noite do Destino”, Maomé teve um sonho, onde o Arcanjo Gabriel lhe entrega um rolo de linho com inscrições. Ao acordar Maomé estava convencido de que estava dotado de um conhecimento especial e uma vocação para liderar e unir o povo árabe bem dividido. Percebia uma voz na consciência que lhe falava em nome de Deus, e relatava isso a Khadija sua esposa e prima, que redigiu os textos do Al Korão. Com ajuda de Varaka, homem sensato e culto, ficou decidido que Deus escolhia Maomé para ser profeta da nova fé (que incluía a libertação de Jerusalém, dizem).
Doravante o iluminado pôs-se a pregar a nova forma de religião, ou Islam, ou seja, a Submissão, a Dedicação à Vontade de Deus. Todavia suas pregações e vaticínios granjearam entre os ricos e poderosos de seu povo muitos inimigos, Assim na noite 16/7/de 622, Maomé transfere-se de Meca para Medina. Tal acontecimento fica conhecido como fuga, ou em árabe, Hidjira (Hegira), parecida com a história hebraica da fuga do Egito. Esse fato assinala, o inicio da era muçulmana, como a Fuga do Egito o inicio da tradição mosaica.
Em Medina Maomé revela-se chefe habilidoso, militar competente e chefe político carismático. Arregimentam suficientes braços armados, para voltar a Meca e a tomar pelas Armas. Em 629 Maomé entra militarmente em Meca e a toma. E toma posse da Caába.
Finalmente em 8/6/632 vem a falecer.

domingo, 26 de abril de 2009

O islamismo.

O Islamismo.
Na verdade Muhammad-ibn-Abdallag-Mottalib (Maomé) não teve ou tinha a pretensão de criar uma nova religião, ele se apresentava como profeta de uma religião antiga ligada a Abraão que o cristianismo e o judaísmo haviam falsificado. Um profeta é um homem capaz de profetizar, ou seja, prever o futuro, e Maomé previa uma catástrofe iminente que nunca aconteceu.
Como eu gostaria de escrever como um Leon Tolstoi, para ser claro e resoluto no que tenho a vos dizer. Não tendo aquele dom, ofereço o que tenho.
Se formos atentos ao texto precedente a esse, vemos já uma diferença fundamental entre o Islamismo e o cristianismo. O cristianismo era uma religião de mártires, a começar pelo Martírio de Jesus Cristo, seguido pelo de Santo Estevão, martirizados pelos judeus, Pedro e Paulo, martirizado pelos Romanos, e um rosário infindável de mártires que eram lançados aos leões, cozidos em tachos de azeite, decapitados, presos e mortos. A mensagem era absolutamente contraria a proposição do Islam. Maomé se propunha a uma ação, mais ao tipo de Barrabás, o guerrilheiro judeu escolhido pela nação hebraica em detrimento de Cristo. Para Maomé, a espada era a chave do céu, e sua plêiade de seguidores acima de tudo guerreiros. Alguém poderá dizer esses cristãos eram uns fracos, o que não é verdade, é preciso muita coragem para morrer em nome da paz, do que matar em nome dela. Porém essa atitude, não desobrigava ao cristão a lutar seja para defender a própria vida, seja para defender seus ideais, como veremos a posterior ao estudarmos as Cruzadas. Se Maomé tivesse tido a oportunidade de ler os Evangelhos, outras seriam as suas conclusões, outras seriam as suas atitudes, e Jesus Cristo, para ele não seria um profeta menor, a serviço da falsificação das antigas tradições... Imaginem se Maomé tivesse lido o que vou transcrever: Lucas 24,35-48. “Ainda estavam falando, quando o próprio Jesus apareceu no meio deles e lhes disse:” A paz esteja convosco!”
Eles ficaram assustados e cheios de medo, pensando que estavam vendo um fantasma. Mas Jesus disse: Porque estais preocupados e porque tendes duvidas no coração?
Vede minhas mãos e meus pés: sou eu mesmo! Tocai em mim e vede! Um fantasma não tem carne, nem ossos, como estais vendo que eu tenho. E dizendo isso, Jesus mostrou-lhes as mãos e os pés. (...) Então Jesus disse: Tendes aqui alguma coisa para comer? Deram- lhe um pedaço de peixe assado.
Ele o tomou e comeu diante deles.
Depois disse-lhes: Foi dessas coisas que lhes falei quando ainda estava convosco: era preciso que se cumprissem tudo o que esta escrito sobre mim na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos. Então Jesus abriu a inteligência dos discípulos para entenderem as Escrituras, e lhes disse: Assim esta escrito: O Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia.
A Ressurreição e a segurança da existência da vida espiritual, único caminho para a paz diante das flagrantes injustiças humanas, fruto dos pecados dos homens, que tem gerado na história da humanidade tantas Guerras, sendo elas também grandes injustiças que exterminam vidas inocentes aos milhares.
O Islam. propunha a submissão pelas armas.
Depois da morte de Maomé, os sucessores (califas= lugar tenente) chefiaram expedições conquistadoras e predatórias a países vizinhos em primeiro lugar (coisa que Maomé não fizera) e depois a países distantes da Arábia.
Esse avanço bélico (vejam que o Cristianismo não se armou nos oito primeiros séculos, os Romanos, belicistas e militaristas é que vieram ao encontro do cristianismo, e a conversão de alguns imperadores, e através dele a conversão de seus povos, fez o nome de cristãos estarem ligados a missões militares imperiais agora ditas cristãs, mas não foi essa a mensagem do Senhor Jesus, por exemplo: Ao prenderem Jesus Cristo, Pedro saca da espada e corta a orelha a Malcolm, Jesus milagrosamente restituiu a orelha a Malcolm, e manda Pedro guardar a espada, nos deixando nas entrelinhas a seguinte e clara mensagem: não converteremos pela espada, mas pela palavra, Malcolm precisaria ouvir, ler as Sagradas Palavras do Mestre da Paz.
Mas os seguidores dos califas, já não pensavam assim: O Califa Abu Bekr (632 -34) e Omar (634-44) conquistaram a Palestina, a Siria, o Egito e a Pérsia. Assim os patriarcados de Antioquia (637), Jerusalém (638) e Alexandria Ficaram sob a dominação muçulmana. Tornou-se instável e impraticável a condição de cristãos e judeus que habitavam aquelas terras, e tal situação prolongada nos tempos explicará o surto das cruzadas na Idade Média. Deve-se assinalar que as divisões heréticas do cristianismo colaboraram conscientemente com a invasão muçulmana, pois no Egito, por exemplo, os monofisistas chegaram a saudar a chegada doas tropas islâmicas que os livrariam da autoridade de Bizâncio, e quiçá tenham algo a ver com o incêndio da Biblioteca de Alexandria queimada pelos muçulmanos. Já o califa Othman (644- 56) mandou invadir também a Armênia, o Chipre e também Cartago no Norte da África. Cartago grande centro cristão caiu nas mãos muçulmanas em 698 e assim as tropas foram avançando para o ocidente africano ate Marrocos, e dali invadiram atravessando este estreito do Mediterrâneo a Espanha de Sul a Norte chegando a Pointers na França; Por outro lado, no outro lado do Mediterrâneo, Constantinopla sofria intenso cerco nos anos 717-18, mas resistiu. Então em 750 ate 1258, o califado muçulmano estabeleceu sua sede do Império Califado em Bagdá.
Um autor nos diz: “O ideal de uma teocracia muçulmana (como também acontece no Sionismo) ate hoje é muito viva; preconizam um Império terrestre regido pelo poder religioso, tenha se em vista o que ocorre hoje no Irã e Paquistão. Este império terrestre para expandir-se ou defender-se conta com cidadãos belicosos, pois a Ben aventurança terrestre é prometida não aos pacíficos, mas aqueles que morrem na Guerra Santa. No passado como hoje, em tais condições torna-se instável a sobrevivência dos cristãos e, mais ainda, a expansão missionária dos cristãos.
Nos próximos textos, falaremos no mundo analfabeto: cristãos, judeus, muçulmanos e demais povos. Falaremos do Império do Islam.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

O Islam e a Igreja.

O islamismo e a Igreja.
Estamos ainda na idade antiga da História da Igreja que termina em 692. Se hoje, como os cabelos brancos eu ainda titubeio na fé em que fui criado, e ainda me espanto com tantas coisas desconhecidas para mim, não seria diferente, e digo mais, será possivelmente muito mais difícil descrever a fé alheia.
Todavia não posso me fazer um democrata em termos de fé, pois estou convencido da Divindade de Jesus Cristo, filho único de Deus, portanto, quer eu queira quer não, parto dessa verdade, e dessa verdade, vejo as outras religiões como menores.
Todavia devo admitir que não conheça suficiente as fés (sim fés, pois são muitas) alheias, ao ponto de sentir-me seguro numa descrição perfeita, por isso vou ater- me aos autores que a estudaram, sempre em relação ao cristianismo. Não me interessa as outras fés, naquilo que não diga respeito às semelhanças e contradições com a Verdade Cristã.
Posto isso, quero ressaltar algo mais. Embora o cristianismo tenha origem no seio do povo judeu, os judeus jamais deixaram de combatê-lo, caluniá-lo ou difamá-lo. E o fizeram em alguns momentos no seio da própria Igreja. Eu intuo uma tese, que no futuro certamente será revelada, e que deveria ser estudada pelo islamismo, que é a mão judaica por detrás do fenômeno do Islam. Minoritários os judeus, astutos como são, precisavam dos primos semitas árabes da descendência de Ismael, para a libertação de Jerusalém. Como sempre a providência, conforme o texto Bíblico impediu que os planos judeus se realizassem, e o Islamismo lhes fugiu do controle, a ponto de Omar construir a celebre mesquita sobre o intocável templo destruído de Salomon. Mas eu não tenho dados seguros para desenvolver a tese, embora muitos autores afirmem que a esposa mais velha de Maomé (Khadija), e sua prima, fossem judias, e a quem atribuem à redação do Al-Korão, o livro por excelência do Islam.
Negromonte em sua história da Igreja afirma que Maomé era analfabeto, isso não me espanta, pois Jesus também, por nada ter deixado escrito, foi caluniado como analfabeto, embora saibamos pelos Evangelhos que ele lia nas sinagogas e escrevia no chão, como podemos ler no caso da lapidação da mulher adultera. Quanto a Maomé, desconheço sua historia a ponto de acusá-lo ou defende-lo.
Sabe-se, todavia que ele jamais leu o Evangelho, e tendo nascido em 571, a Igreja como vimos já havia andado um bocado, sofrido com os bárbaros, coma as Heresias, e com a divisão do Império, e o Cesaropapismo, que via geral fazia do Cristianismo no Oriente uma teocracia tão forte ou igual ao Islamismo que é uma religião de Estado. Muitos autores (só li três) procuram abrandar as perseguições islâmicas ou muçulmanas (como também é correto dizer) aos cristãos, mas o ataque ao Império Bizantino era como já pudemos ver ataque ao cristianismo, embora não fosse um ataque direto a Igreja de Roma. O exemplo claro da tomada da Sé Oriental, a catedral de Santa Sofia em Constantinopla para ter se tornado, desde então, uma mesquita ate os nossos dias, é uma comprovação flagrante de que a intenção era ocupar e acabar como o Cristianismo, seus templos, e escrituras. Do mesmo modo o incêndio criminoso da Biblioteca de Alexandria, nos mostra claramente e sem possibilidade de argumentação favorável, a intenção clara e insofismável de destruir a memória da cultura cristã. Lá estavam guardados preciosos manuscritos dos tempos iniciais da Igreja, sobremodo os documentos da escola de Alexandria. Esses fatos, e a revelação do Arcanjo Gabriel, é que me fazem intuir a mão judia por detrás dos fatos religiosos, a fim de obter numerosos braços armados, para a libertação de Jerusalém. Mas isso é apenas uma hipótese.
Para começar, dizem os estudiosos que Maomé em companhia de seu tio, viajava nas caravanas comerciais, tornado-se comerciante e digamos militar (guerreiro). Teria tido contacto como cristão monofisistas (heréticos como já estudamos) e judeus. Ao principio, educado no Sabaísmo, religião árabe bem antiga, ligada a astrologia, a adoração de pedras e ao culto aos astros, evoluiu para idéias próprias professando o monoteísmo, ao modo judeu, jamais concebeu a possibilidade da encarnação do Verbo. Suas idéias monoteístas levaram os Koreischitas, que ganhavam muito "dinheiro" com os ídolos do Sabaísmo, a persegui-lo duramente, forçando-o a fugir para a cidade de Yatreb, que desde então passou a chamar-se Medina-el-Nabi (cidade do profeta). Os historiadores do Islam. chamam essa fuga de “Hegira”, (Hidjra) e desse evento, como nós contamos a partir do nascimento de Cristo, passam a contar os anos da era muçulmana (622). Com seus seguidores começam a atacar as caravanas de mercadores cujas rotas tão bem conheciam e enriquecem e se armam, depois atacam Meca (629), para acabar como os infiéis que lá viviam, e assim, dizem os estudiosos, começa em embrião a doutrina da Guerra Santa (contra irmãos de sangue), e obrigação do muçulmano. Lá tomou a Caába donde removeu os ídolos, mas permaneceu a grande pedra do Sabaísmo. Em apenas dois anos domina toda a Arábia. Por meio de guerras dilata o seu poder, num flagrante contraste a doutrina de Cristo. Todavia morre em 632. Como vemos o campo de ação de Maomé foi restrita a Arábia. Sua obra ao morrer já despertara o nacionalismo religioso Árabe, submissos, desde sua origem por serem filhos de Agar (escrava) e Abraão. Os sucessores de Maomé, chamados califas já podiam se lançar á conquista de numerosas nações estrangeiras. Aparentemente começam pela Siria ao Norte e ao Sul pela Pérsia. (vou confirmar se assim foi). Devemos lembra que vivíamos num mundo de analfabetos, assim o Corão (Al Korão) ou recitação, era lido, como no mais acontecia também com judeus e cristãos, onde as escrituras eram lidas pelos acólitos e ouvidas pelas assembléias. Assim havia também a Sunna, ou seja, a tradição oral, recitada pelos iletrados, enfim por todos. Apalavra Islam. quer dizer abandono à vontade de Deus, nisso se assemelha ao Cristianismo, porém faltando-lhes a Graça, essa vontade é dos califas. Continuaremos o assunto em outros textos nesse Blog.